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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Cristãos marcham em Jerusalém em apoio a Israel


Festa dos Tabernáculos é comemorada por cristãos de todo o mundo nas ruas de Jerusalém

Milhares de cristãos evangélicos de todo o mundo encheram as ruas do centro de Jerusalém em uma demonstração de apoio ao Estado judeu. A marcha anual ocorreu durante a festa de Sucot [Tabernáculos] que durou uma semana e reuniu cristãos vindos de dezenas de países.

Os evangélicos são conhecidos como fortes defensores de Israel, oferecendo ajuda financeira e apoio político, especialmente dos EUA. Mesmo assim, suas motivações religiosas deixam alguns judeus desconfortáveis. Israel tem cerca de 155.000 cristãos, menos de 2% de sua população atual de 7,9 milhões. “Estas são as verdadeiras Nações Unidas”, disse a norte-americana Sheila Hakes, 41. ”Os israelenses são nossos irmãos e irmãs, por isso devemos protegê-los do Irã e do mal”, e acrescentou: “Jesus virá novamente aqui.”

O apoio dos evangélicos a Israel está enraizado no chamado “sionismo cristão”, movimento que pede o retorno dos exilados judeus para a Terra Santa, pois assim se cumpririam as profecias bíblicas. Ao longo das últimas décadas, figuras-chave do movimento evangélico têm pressionado os governos a darem maior apoio a Israel.

O evento desta semana foi organizado pela Embaixada Cristã Internacional de Jerusalém, um ministério que deseja aproximar Israel e as comunidades cristãs do mundo. O grupo também patrocinou uma conferência que atraiu mais de 5.000 pessoas, de cerca de 90 países, incluindo 25 políticos representando suas nações.

Outro grupo de destaque, a Sociedade Internacional de Cristãos e Judeus, disse que arrecada mais de US$ 110 milhões por ano para investir em obras de caridade em Israel. Esta forte relação acaba tendo cores políticas. O candidato republicano Mitt Romney tem frequentemente criticado a política externa de Obama em relação a Israel. Muitos americanos criticam a política de Obama em relação ao Oriente Médio. O presidente norte-americano tem uma relação distante com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, discordando sobre questões fundamentais, como os assentamentos judaicos na Cisjordânia e a melhor maneira de enfrentar o programa nuclear iraniano.

Por outro lado, os judeus tradicionais preocupam-se com o que eles suspeitam ser a fonte desse apoio incondicional por parte dos religiosos cristãos. Trata-se da crença, por parte de alguns grupos evangélicos de uma batalha apocalíptica entre o bem e o mal, onde ocorreria a volta de Jesus, e os judeus teriam de aceitar o cristianismo ou estariam condenados.

Uri Lupolianski, um judeu ultra-ortodoxo que foi prefeito de Jerusalém, recusou-se a aceitar dinheiro dos fundos evangélicos, por medo de suas práticas proselitistas. Seu sucessor, o prefeito atual, Nir Barkat, revogou essa política, mas algum ceticismo ainda persiste.

As relações de Israel com os cristãos também têm sido prejudicadas por uma série de ataques recentes de vandalismo, incluindo um esta semana, quando mensagens anticristãs foram pintadas com spray em igrejas e mosteiros.
Falando aos jornalistas, o ministro israelense Yuli Edelstein atribuiu o vandalismo ao trabalho de “uns poucos” malucos e agradeceu aos participantes seu apoio a Israel. Ele disse que essa manifestação “alivia a sensação de Israel de que o mundo está contra nós”. Leia Vaks, uma israelense de 28 anos que entregou lanches durante o colorido desfile, disse estar satisfeito com a manifestação. “Isso mostra ao mundo que Israel não está sozinho”, disse ela, sorrindo.

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